sexta-feira, 14 de maio de 2010

"Sim! Somos chamados a servir a humanidade do nosso tempo, confiando unicamente em Jesus, deixando-nos iluminar pela sua Palavra: «Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça».
Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvertência deste ponto! Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão: a missão recebemo-la sempre de Cristo, que nos deu a conhecer o que ouviu a seu Pai, e somos nela investidos por meio do Espírito na Igreja. Como a própria Igreja, obra de Cristo e do seu Espírito, trata-se de renovar a face da terra a partir de Deus, sempre e só de Deus!"
Bento XVI - Missa Avenida dos Aliados
Porto, 14 de Maio de 2010
Por experiência própria e comum, bem sabemos que é por Jesus que todos esperam. De facto, as expectativas mais profundas do mundo e as grandes certezas do Evangelho cruzam-se na irrecusável missão que nos compete, pois, sem Deus, o ser humano não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem seja.
Perante os enormes problemas do desenvolvimento dos povos, que quase nos levam ao desânimo e à rendição, vem em nosso auxílio a palavra do Senhor Jesus Cristo que nos torna cientes deste dado fundamental: “Sem Mim, nada podeis fazer”.
Bento XVI - Missa na Avenida dos Aliados
Porto, 14 de Maio 2010
"E o Sucessor actual (de Pedro) repete a cada um de vós: Meus irmãos e irmãs, é necessário que vos torneis comigo testemunhas da ressurreição de Jesus. Na realidade, se não fordes vós as
suas testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar?"

Bento XVI - Missa na Avenida dos Aliados
Porto, 14 de Maio de 2010
"As vossas actividades assistenciais, educativas ou caritativas sejam completadas com projectos de liberdade que promovam o ser humano, na busca da fraternidade universal.
Aqui se situa o urgente empenhamento dos cristãos na defesa dos direitos humanos, preocupados com a totalidade da pessoa humana nas suas diversas dimensões.
Exprimo profundo apreço a todas aquelas iniciativas sociais e pastorais que procuram lutar contra os mecanismos sócio-económicos e culturais que levam ao aborto e que têm em vista a defesa da vida e a reconciliação e cura das pessoas feridas pelo drama do aborto.
As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum.
Tais iniciativas constituem, juntamente com muitas outras formas de compromisso, elementos essenciais para a construção da civilização do amor."

Bento XVI - Encontro com a Pastoral Social
Fátima, 13 de Maio de 2010
"Com a esperança (de Deus sofredor) no coração, poderás sair das areias movediças da doença e da morte e pôr-te de pé sobre a rocha firme do amor divino. Por outras palavras: poderás superar a sensação de inutilidade do sofrimento que desgasta a pessoa dentro de si mesma e a faz sentir-se um peso para os outros, quando na verdade o sofrimento, vivido com Jesus, serve para a salvação dos irmãos."
Bento XVI - Saudação aos doentes
Santuário de Fátima, 13 de Maio de 2010
"Com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados no altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo, veio do Céu a nossa bendita Mãe oferecendo-Se para transplantar no coração de quantos se Lhe entregam o Amor de Deus que arde no seu."

Bento XVI - Missa do 13 de Maio
Santuário de Fátima, 2010
"Mas quem tem tempo para escutar a sua palavra e deixar-se fascinar pelo seu amor? Quem vela, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração acordado em oração? Quem espera a aurora do dia novo, tendo acesa a chama da fé?
A fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo. "

Bento XVI - Missa do 13 de Maio
Santuário de Fátima, 2010
"Com a Virgem Maria e como Ela somos livres para ser santos; livres para ser pobres, castos e obedientes; livres para todos, porque desapegados de tudo; livres de nós mesmos para que em cada um cresça Cristo, o verdadeiro consagrado do Pai e o Pastor ao qual os sacerdotes emprestam voz e gestos, de Quem são presença; livres para levar à sociedade actual Jesus Cristo morto e ressuscitado, que permanece connosco até ao fim dos séculos."
Bento XVI - Oração das Vésperas
Fátima, 12 de Maio de 2010
"Muitos dos nossos irmãos vivem como se não houvesse um Além, sem se importar com a própria salvação eterna. Os homens são chamados a aderir ao conhecimento e ao amor de Deus, e a Igreja tem a missão de os ajudar nesta vocação. Bem sabemos que Deus é senhor dos seus dons; e a conversão dos homens é graça. Mas somos responsáveis pelo anúncio da fé, da totalidade da fé, e das suas exigências."

Bento XVI - Oração das Vésperas
Fátima, 12 de Maio de 2010
"No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus. Não a um deus qualquer, mas àquele Deus que falou no Sinai; àquele Deus cujo rosto reconhecemos no amor levado até ao extremo, em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado.
Queridos irmãos e irmãs, adorai Cristo Senhor em vossos corações! Não tenhais medo de falar de Deus e de ostentar sem vergonha os sinais da fé, fazendo resplandecer aos olhos dos vossos contemporâneos a luz de Cristo!"

Bento XVI - Benção das Velas
Santuário de Fátima, 12 de Maio de 2010
"A Igreja tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo e contingência, a favor de uma sociedade à medida do ser humano, da sua dignidade, da sua vocação.
A fidelidade à pessoa humana exige a fidelidade à verdade, a única que é garantia de liberdade e da possibilidade dum desenvolvimento humano integral.
É por isso que a Igreja a procura, anuncia incansavelmente e reconhece em todo o lado onde a mesma se apresente. Para a Igreja, esta missão ao serviço da verdade é irrenunciável. (...)
É dramático tentar encontrar a verdade sem ser em Jesus Cristo. Para nós, cristãos, a Verdade é divina; é o "Logos" eterno, que ganhou expressão humana em Jesus Cristo, que pôde afirmar com objectividade: "Eu sou a verdade".

Bento XVI - Encontro com o mundo da cultura
CCB, 12 de Maio de 2010
"Só seguindo Jesus é que se encontra o verdadeiro sentido da vida e, consequentemente, a alegria verdadeira e duradoura."
"Só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada coração humano e responder às suas questões mais inquietantes acerca do sofrimento, da injustiça e do mal, sobre a morte e a vida do Além. "

Bento XVI - Homilia do Terreiro do Paço
Lisboa, 11 de Maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A visita do Papa

... tem gerado em vários países, Portugal é um deles, um surto de imbecilidade considerável. À falta de anticlericalismo popular, há agora uma nova forma de anticlericalismo intelectual de parte da esquerda « fracturante ». Enquanto não houver um Papa que não seja mulher, lésbica, negra, de preferência não crente, e que vote nos EUA no Obama, os Papas, em particular este, são alvos preferenciais. E este acirra os ânimos de forma muito especial porque é branco, alemão, conservador, teólogo, e conhece bem demais a impregnação da doutrina cristã pelas variantes na moda desde os anos sessenta de « progressismo » esquerdizante. A absurda intolerância dos « fracturantes » exerce-se então em toda a sua amplitude.
in: José Pacheco Pereira, Abrupto, 2010.05.02

segunda-feira, 19 de abril de 2010

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Ontem avariaram-se as máquinas registadoras de um McDonalds à hora do almoço. Estava uma família à nossa frente, a conta foi feita (com calculadora) quatro vezes e deu sempre resultados diferentes. Vieram reforços, as filas a engrossar, a coisa não se resolvia. Por fim, acho que se decidiu pela média dos resultados.
O Medina Carreira diria que isto é o produto das Novas Oportunidades. Sei lá do que é! O certo é que fazer contas de somar com calculadora parece ser tarefa impossível para gente adulta em Portugal...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Václav Klaus e a falta de nervosismo dos Tugas

Hoje o Presidente Checo afirmou-se surpreendido com a traquilidade de Portugal perante o défice de 8%. A afirmação vale o que vale, mas podemo-nos perguntar se Portugal estaria tão pouco nervoso se não fosse ao colo da Europa...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Onde a razão não chega

Quinta-feira Santa. O que hoje os cristãos celebram é qualquer coisa de muito estranho. É que Cristo está presente - Corpo, Sangue, Alma e Divindade - em cada hóstia consagrada. Quando Ele disse que ia fazer isso, muitos O abandonaram. E os primeiros cristãos eram perseguidos, acusados de serem antropófagos. "O meu corpo é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida". "Dura é esta linguagem. Quem a pode entender?"
A fé. A fé dá luz ao entendimento. A fé é um dom, mas um dom que tem que ser acolhido. A fé não existe sem liberdade, sem acolhimento.
Às vezes repugna à razão acolher o que a fé propõe. Entra aí a humildade. Por isso "só os pequenos podem entrar no reino dos céus".
Cristo está realmente presente em todos os sacrários da Terra. Quem O verá?

terça-feira, 30 de março de 2010

Liga Norte


Várias coisas podem ser ditas quanto aos bons resultados da Liga Norte em Itália. A evocação mais romântica é que, por mais que se queira, nem a história se apaga, nem as tradições morrem por decreto. A Liga Lombarda, que lhe deu origem, nasceu há mais de 20 séculos, a pedir independência. Os Estados, como as pessoas, se não se adptam, ficam para trás.

A epopeia da cidadania

Ontem, o programa foi fazer o cartão do cidadão aos três filhos: uma epopeia que durou das 10h30 da manhã às 16h30. Nada menos do que seis horas! Fomos a três repartições diferentes, todas elas com 100 números à nossa frente. Pusemos o carro em três parques diferentes, um deles (do Marquês) terrivelmente sinalizado.
Entrar nos serviços públicos em Portugal é sempre uma lotaria. O azar é que nunca sai nem a sorte grande nem a terminação.

sexta-feira, 12 de março de 2010

O Prof que se atirou ao rio porque já não aguentava os alunos

A propósito da deixa do ALM (que abandonou este blog recentemente), o Público de hoje dá conta de mais um suicídio: desta vez um professor a braços com uma turma insuportável. O que me surpreende é como não há ninguém a questionar abertamente o modelo das escolas públicas. As escolas têm que ser públicas porquê? Se as privadas são inquestionavelmente melhores (em todos os sentidos) e mais baratas, por aluno, do que as públicas, por que razão não se privatiza o ensino? Os tiques socialistas e paternalistas do nosso Estado são absolutamente omnipresentes. E enquanto não acabarmos com isso, não acabaremos com este Portugal medíocre, do "Suf-". Com meninos a crercer à sua imagem.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Bom Proveito

A Criação de Adão, Michelangelo


Vou deixar de estar aqui. Nem de propósito, depois de tudo apagado, o último post que fica fala de mim e diz, com certa bondade, coisas simpáticas, que agradeço, motivadas por um ataque sindical anterior (para quem se lembra, eu não me esqueço embora me faça de parvo) cuja imagem se assemelha a uma retrete entupida que, de repente, conseguiu aliviar-se. Interessou-me, no que aqui escrevi durante quase dois anos e 344 posts (nada de especial) e com raros desvios desse propósito, alertar para a valente aldrabice que é este país e os protagonistas que o comandam nos vários sectores. Para não deixar a actualidade, hoje é capa dos jornais um menino de 12 anos que se atirou ao Tua porque era vítima daquela parvoíce de maus tratos escolares. O menino dizia que queria ir ter com a irmã que, pelos vistos, também já partiu para outra parte. Ora, numa altura em que alguém com 12 anos já acredita na salvação do suicídio, num contexto de total incompatibilidade com o seu mundo e não apenas como uma brincadeira estúpida que é frequente em suicídios infantis, significa que o vazio é a palavra de ordem dos tempos que passam. Bom proveito.