"O declínio dos valores éticos pode levar ao colapso das leis do mercado". Esta frase data de 1985 e foi escrita pelo Papa Bento XVI, na altura Cardeal Joseph Ratzinger.
Parece que andamos todos distraídos, mas ainda há quem pense.... Graças a Deus.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Disputar a comida dos cães
Verdadeiramente impressionante o testemunho, ontem, de Denise Affonço, uma das sobreviventes do genocídio provocado pelos Khmers Vermelhos no Camboja: do relato da morte da filha de 9 anos, à fome (cuja sepultura ela mesma cavou sem poder verter uma lágrima), à disputa pelos restos de comida dos cães, vêem-se ali todos os ingredientes do fanatismo humano que leva a todo o género de abusos e opressões. Por isso é que a maior virtude do exercício do poder é ele ser limitado. Limitado por todos os lados.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O Portugal pífio
Percebe-se o estigma do Portugal ridículo nos corredores das universidades, entre os melhores alunos. Há quem esconda apontamentos, há quem se negue a emprestar livros, há quem se "esqueça" de partilhar exames dos anos anteriores. Está-se a falar da "nata" da intelectualidade. É absolutamente confrangedor. Bem verdade que "a avareza (também intelectual) é o maior sinal de subdesenvolvimento moral da humanidade".
Ainda bem que são excepções. Infelizmente gritantes.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Proteger Sócrates... é o fim
"PROTEGER SÓCRATES"
Logo que os incêndios tomaram conta dos noticiários, há dois meses, começou a ser discutida no PS a estratégia para minimizar danos e acentuar o trabalho desenvolvido na legislatura. O objectivo número um é resguardar o primeiro-ministro. (ionline.pt)
Isto é o fim. As preocupações dos nossos políticos são estas? No estado em que Portugal se encontra, da crise internacional, da falta de produtividade, do desemprego, do déficit, etc, etc...
As luminárias do PS (se fosse o PSD ou o CDS seria o mesmo) preocupam-se em proteger o PM dos fogos e afins?
Decidi que nunca mais voto num político que não tenha trabalhado 10/15 anos no sector privado e sem qualquer ligação ao poder/sector público. Quero alguém que saiba o que é chegar ao final do mês e não saber como pagar os ordenados, que tenha de se preocupar em pagar o IVA mensalmente, o IRC, a Seg. Social, os pagamentos especiais por conta, pedir um empréstimo para resolver problemas de tesouraria e ter de dar avais pessoais (casas, carros e demais património como garantia). Se as luminárias da nossa política tivessem durante 10/15 anos as preocupações atrás descritas de certeza que Portugal estaria muito melhor. Com o devido respeito, votar em advogados/juristas é mais ou menos a mesma coisa (com honrosas excepções).
Logo que os incêndios tomaram conta dos noticiários, há dois meses, começou a ser discutida no PS a estratégia para minimizar danos e acentuar o trabalho desenvolvido na legislatura. O objectivo número um é resguardar o primeiro-ministro. (ionline.pt)
Isto é o fim. As preocupações dos nossos políticos são estas? No estado em que Portugal se encontra, da crise internacional, da falta de produtividade, do desemprego, do déficit, etc, etc...
As luminárias do PS (se fosse o PSD ou o CDS seria o mesmo) preocupam-se em proteger o PM dos fogos e afins?
Decidi que nunca mais voto num político que não tenha trabalhado 10/15 anos no sector privado e sem qualquer ligação ao poder/sector público. Quero alguém que saiba o que é chegar ao final do mês e não saber como pagar os ordenados, que tenha de se preocupar em pagar o IVA mensalmente, o IRC, a Seg. Social, os pagamentos especiais por conta, pedir um empréstimo para resolver problemas de tesouraria e ter de dar avais pessoais (casas, carros e demais património como garantia). Se as luminárias da nossa política tivessem durante 10/15 anos as preocupações atrás descritas de certeza que Portugal estaria muito melhor. Com o devido respeito, votar em advogados/juristas é mais ou menos a mesma coisa (com honrosas excepções).
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Na dúvida...
... é fazer o teste que diz em que partido nos situamos para as eleições europeias. Preparem-se para as surpresas!!!! Mas não deixem de fazer. Vale a pena.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Falta de respeito
Em Portugal não é hábito cumprir horários, mas a classe médica abusa. Hoje tive a infelicidade de ir a uma consulta (como em todas as primeiras consultas foi para ir buscar "os papéis das análises"). Estas primeiras consultas duram 5 minutos no máximo, mas somos obrigados a esperar 1:20h por sua Exa. o Sr. Doutor que está atrasado.
Logicamente que ao final de 60 minutos de espera, levantei-me e disse às recepcionistas: Devolvam-me o meu cartão do seguro pois não estou para esperar mais.
Ficaram as duas muito admiradas (!!!!), pelos vistos não é normal o Cliente levantar-se e ir embora sem a consulta. Como não é normal, tiveram 20 minutos para tentar anular a factura (nunca aconteceu, e temos de ligar para a linha de apoio da seguradora).
Conclusão: o médico acabou por chegar e se era para ficar à espera do cartão, mais valia ter a consulta. Lá tive a consulta, lá trouxe os papéis, as recepcionistas ficaram descansadas e a pensar que deve ficar tudo na mesma. Mas estão enganadas, decidi que nunca mais espero 60 minutos por nenhuma Exa. Médica.
Isto da falta de respeito tem limites.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
As virtudes do mercado
O gozo da tese do Orlando Samões (colaborador deste blog - espero vivamente que comece a escrever!) sobre a "dispersão de resultados em Hayek" (na qual teve a extraordinária classificação de 19 valores) está em enaltecer as virtudes naturais do mercado. Completamente contra-corrente, mas com uma incontornável argúcia.
Ali se mostra como o Estado invasor toma conta da vida e da consciência das pessoas que, em sonambulismo, são conduzidas a um estado de escravidão, também moral. O mercado pode ter a sua dureza, mas tem também a sua verdade, que é devolver às pessoas a responsabilidade pelo que fazem.
Viva Hayek.
Não brinquem comigo...
Já viram o cartaz do PP para as europeias, com uma foto do Nuno Melo tirada de baixo para cima (o que, se é possível, lhe aumenta o ar de miúdo irresponsável) a dizer "não andamos a brincar à política"? Se não andam, disfarçam mesmo muito bem...
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Por fim: Santo Condestável
S. Nuno não dá jeito mas é o que é. Pensar que se casou com uma viúva aos 16 e enviuvou aos 27 já depois de lhe morrerem dois filhos é dose, mas não diz nada sobre a santidade. Ter sido o segundo homem mais importante do reino e o chefe militar mais importante e talentoso diz qualquer coisa dos seus dotes naturais, mas pouco da santidade. Que, depois da morte da única filha tenha renunciado a tudo, tudo, posses, terras, bens, títulos e também aos seus talentos humanos já é mais complicado.
Vamos cá pôr uma comparação. Quem é o segundo homem mais importante de Portugal? O Engº Sócrates? Vamos imaginar o senhor a tomar o hábito e dar tudo aos pobres e nem sequer querer ser chamado de engenheiro e andar a mendigar pelas ruas (sendo que nem se compara a riqueza do Condestável com o pecúlio do nosso PM). Enfim, estranha-se.
Estranha-se, mas santidade é isto: radicalidade na entrega, seja ela qual for. E não é coisa de um dia só, é coisa de todos os dias. Entrega e confiança. Ou, dito de outro modo: fé, esperança e caridade vividas em grau heróico.
Vamos cá pôr uma comparação. Quem é o segundo homem mais importante de Portugal? O Engº Sócrates? Vamos imaginar o senhor a tomar o hábito e dar tudo aos pobres e nem sequer querer ser chamado de engenheiro e andar a mendigar pelas ruas (sendo que nem se compara a riqueza do Condestável com o pecúlio do nosso PM). Enfim, estranha-se.
Estranha-se, mas santidade é isto: radicalidade na entrega, seja ela qual for. E não é coisa de um dia só, é coisa de todos os dias. Entrega e confiança. Ou, dito de outro modo: fé, esperança e caridade vividas em grau heróico.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O novo César

Do pouco que vimos da entrevista do nosso Primeiro-Ministro ontem na RTP merecem-nos uma pequena consideração dois aspectos:
1. O Primeiro-Ministro assumiu inúmeras vezes o poder de mando. Repetiu não sei quantas vezes um "deixe-me acabar" autoritário perante uma Judite de Sousa dócil e quase submissa. Os tiques do autoritarismo transpiram-lhe pelos poros. Ele não consegue perceber que a sua função é de SERVIÇO. Se calhar é nessa incapacidade que radicam todos os males.
2. O espantoso que é vê-lo a defender a sua honra, sem argumentos, apenas com convicção. O Primeiro-Ministro erigiu-se em César, aquele que nunca erra e a quem se deve prestar vassalagem.
Triste País governado por um homem que nunca erra e presidido por outro que nunca tem dúvidas e raramente se engana.
Uma mentira pegada.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Estado e tradição
O Estado Português instituiu como férias escolares da Páscoa as duas semanas que antecedem o dito acontecimento. Ou seja, segunda-feira de Páscoa já há aulas. Como na imensa maioria dos lugarejos de Portugal onde ainda se vivem as tradições a Páscoa é na segunda-feira e não no domingo, o que o Estado Português está a dizer é que as férias da Páscoa não têm nada a ver com esse acontecimento. Um dia destes, o Estado troca as férias da Páscoa pelas férias de neve, porque se calhar a maior parte dos países europeus tem as férias da neve e o liceu francês também.
Não sei bem se é um problema de falta de cultura (bem possível), se é um problema de desrespeito puro pelas tradições de Portugal (bem possível também).
Em qualquer dos casos, é triste. E é um cansaço viver num país que continuamente dificulta e torpedeia as formas de vida que simplesmente queremos viver como as viveram (e nos deixaram) os nossos Avós.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Democracia e vergonha
A responsible government is capable of shame. A perfect democracy is the most shameless thing in the world, because each person's share of responsability is so small that he does not feel it.
Edmund Burke, 1790
sexta-feira, 27 de março de 2009
Pluralismo exige diferença
A propósito da intenção do governo de legalizar os "casamentos" de homossexuais, gostaria apenas que me fosse dada a possibilidade de ser diferente.Eu, heterossexual, casada, gostaria de não ser engolida num estatuto jurídico onde cabem todo o tipo de opções.
Invoco o meu direito à diferença e o respeito pelo pluralismo e sugiro que alterem os nomes dos institutos jurídicos das várias opções. Também podem mudar o meu, não me importo. Se querem chamar "matrimónio" ao meu e "casamento" ao outro, tanto faz. Ou se querem continuar a chamar "casamento" ao meu e começar a chamar "aliança" ao outro, força.
Mas, por favor, não nos igualem. Por mais que se queira, a natureza não muda. E isso é bom. É o que nos torna irremediável e felizmente diferentes.
Elite governante

A nossa elite governante é do melhor que há. Ontem, Isaltino de Morais deu imensas provas disso, com uma consciência cívica acima de qualquer suspeita, como convém à classe. Fugiu aos impostos na compra de casas e garagens na década de 90 "porque na altura toda a gente fazia isso". E ficou com 400 mil euros "de sobras de dinheiros das campanhas" (sobras????) "porque todos os autarcas faziam (e fazem?) isso". Ora, está bem de ver: o padrão actual de moralidade parece ser "o que toda a gente faz". É de arrepiar.
A partidocracia precisa de uma varridela de alto a baixo. O lixo humano em que se converteu a nossa política ultrapassa o suportável. A podridão que se exibe é nauseabunda.
Há tempos sugeriram-me uma manifestação "da vergonha". Viver em Portugal hoje é uma vergonhaça. Mas uma manifestação não me parece. Não fosse virar fashion e toda a gente aderir, o que seria uma vergonha a dobrar...
Em terra de cegos...
Ontem dei-me conta que o Estado cobra 20% de IVA sobre armações de óculos. Extraordinário. O Estado não considera os óculos um bem de primeira necessidade. Será de segunda, de terceira ou mesmo um bem de luxo??? Bom mesmo é sermos todos ceguinhos para não vermos as enormidades deste despotismo (esclarecidíssimo) em que vivemos...
quarta-feira, 25 de março de 2009
Educação para a democracia
Incontornável a entrevista a Aldo Naouri que sai hoje no Público sobre a educação que os pais dão (ou não dão) aos filhos nos nossos dias. Basicamente, a teoria é que se andam a educar futuros tiranos. Educar para a democracia implica, segundo o autor (que merece respeito) o exercício da autoridade e da correspondente obediência.
sexta-feira, 20 de março de 2009
À portuguesa
Hoje fui em pesquisas para a Hemeroteca Nacional, que fica num belíssimo edifício do Bairro Alto, no antigo Palácio do Conde de Tomar. É evidente que se não fosse propriedade do Estado não estaria decrépito como está, em especial as salas de leitura. Enfim, uma saga. Primeiro, chegar lá, no meio das confusões das obras dos esgotos da cidade. Depois, precisar de ver umas 10 publicações e só conseguir ver duas, porque as outras estavam para restauro ou a precisar de requisição. Por fim, querer tirar fotocópias e levar como resposta "a fotocopiadora está avariada; talvez só lá para a semana que vem". E um conselho: "a Biblioteca Nacional também tem". Lindo.
Sair com a sensação da ineficiência. Um lastro do serviço público.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Desempregados vão pagar menos 50% na prestação da casa
Extraordinário. Pergunto-me quem vai estar cá para pagar estes desvarios pseudo-sociais do nosso primeiro-ministro. Como disse Medina Carreira na última entrevista a Mário Crespo, "dentro de uma década estes senhores hão-de estar todos sentados no banco dos réus".
Faz-me lembrar o Chávez que só quer agradar ao eleitorado e por ele faz as maiores barbaridades, deixando o país de rastos. Uma autêntica vergonha.
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