O paraíso é estar em paz com as coisas. Nós não podemos escolher como ou quando vamos morrer. Podemos somente decidir como vamos viver.
(Citação de George Santayana, feita por uma rapariga de 11 anos no seu mural do facebook).
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
O equívoco dos "dinheiros públicos"
Uma ida à repartição das Finanças tem sempre o efeito (tonificador) de uma data de pensamentos, dos quais me venho aqui aliviar.Há em Portugal um grande equívoco: o pensamento de que o dinheiro dos impostos é um dinheiro "público". A verdade é que o dinheiro dos impostos é um dinheiro "privado", ganho pelos privados, com o seu trabalho e com o seu risco.
O "dinheiro público" cheira a saco azul que dá para tudo, a começar pelas maiores trafulhices.
O dinheiro privado (que é o que é, na verdade, o dinheiro dos impostos), merece por quem o gere e por quem o transforma em "bem comum" o maior dos respeitos, a maior das competências, a maior das transparências. Tudo o que sai disto é abuso, roubo.
Por isso é que nos sentimos, com toda a justiça, todos ROUBADOS.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Sobre a rede pública de escolas (não estatais)
Aqui encontra-se um esclarecimento que merece ser lido (Expresso). Escola pública não significa, não tem significar e é bom que não signifique escola estatal. Livrem-nos deste mau Estado, devolvam, por favor, a vida e a liberdade de acção às pessoas e à sociedade.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Virtude e poder
Se devemos esperar que quem nos governa seja virtuoso? Infelizmente, que percentagem de Portugueses é que saberá o significado prático dessa palavra?A única coisa que podemos pedir e pela qual devemos lutar é um poder limitado. Limitadíssimo: no que tem para fazer e nos seus controlos.
Sem isso continuaremos a viver a rebaldaria da República das Bananas.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Serviço público, Estado e privados, ou a grande confusão
O debate que tem havido em torno das escolas públicas e escolas com contratos de associação revela alguma coisa de ideologia mas muito mais de ignorância. O Estado não tem, ele mesmo, que ser especialista em dar aulas, ou em preparar pessoas para dar aulas. O Estado tem apenas que proporcionar esse serviço a quem o queira e/ou precise, com a maior eficiência. Eficiência que os privados conseguem mas o Estado não consegue.
Por outro lado, o Estado não tem que ter um alto desígnio de educador, formatando cabeças com conteúdos programados. Aliás, isso é destruir as bases do pluralismo e da liberdade. A sociedade só "respira" na diferença, na concorrência, na diversidade de focos de ensino, e na sua qualidade. Qualidade que, manifestamente, o Estado, ele mesmo, também não consegue proporcionar.
Libertem a escola pública das redes burocráticas do Estado (cego) e vejam como floresce o nosso ensino. E não só o nosso ensino. A nossa democracia. O nosso País.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Esperança na Humanidade
Apesar dos "ambientes" e do imediatismo no qual vivemos as nossas vidas, temos de ter alguma visão da história.
O vídeo "200 countries, 200 years, 4 minutes" tenta dar uma visão bastante mais real dos dias em que vivemos- http://www.wimp.com/countriesyears/
Nem tudo é preto nos dias que correm....
O vídeo "200 countries, 200 years, 4 minutes" tenta dar uma visão bastante mais real dos dias em que vivemos- http://www.wimp.com/countriesyears/
Nem tudo é preto nos dias que correm....
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Como é burra e terrorista a nossa Administração Pública

Confrontei-me ontem com um exame de avaliação de conhecimentos para um cargo de "Técnico Superior" da Administração Pública. Tinha 18 perguntas de resposta múltipla, deste tipo:
"Uma unidade de missão pode ser coordenada por:
a) Um Director nível 1 e três coordenadores
b) Dois Directores nível 2 e quatro coordenadores
c) Dois Directores nível 1 e três coordenadores
d) Um Director nível 2 e cinco coordenadores"
Para fazer exames destes, a nossa Administração Pública prova, mais uma vez, a sua estupidez, que quer alargar a mais estúpidos, anonimamente transformados em peças de organigrama, de responsabilidade diluída, mas cheios de poder. A isso chama-se TERRORISMO.
Enquanto isto tudo não acabar, quem acaba é Portugal.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
"A crise não interessa nada"
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Um olhar real
Frei Fernando Ventura. Aqui está o nosso país hoje, sem máscaras nem fantasias. Subscrevo tudo.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Sócrates sem vergonha nem cara
Como costuma dizer uma amiga minha, "para se ter vergonha é preciso ter-se cara". O nosso desinibido PM vai dando o mote da "desvergonha" a um país que secunda com agrado os seus encantos e até deve achar que tem graça quando declara que prefere expressar-se em "mau inglês" perante os alunos da Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Merece ser visto (aqui), só para percebermos como não queremos ser quando formos grandes.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
5.200 € por aluno

O ensino público em Portugal gasta ou "investe" 5.200 € por aluno. Nenhuma escola privada que eu conheça gasta semelhante maquia, especialmente para tão péssimos resultados. Fosse dada aos portugueses uma verdadeira liberdade de escolha de ensino (poder escolher, como nos países civilizados, entre privado ou público, em igualdade de condições) e ver-se-ia onde ia parar o público. Como nos rankings das escolas iria parar ao seu lugar, ou seja, o último. Retirar-se-ia, e era o melhor que tinha a fazer. Pela educação das nossas crianças. E pela justiça na aplicação do dinheiro que nos retiram ao salário, irresponsavelmente desperdiçado num sistema ineficiente, burocrático e autofágico.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O inferno do facebook
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
E quando se perdem os óculos?
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Mereceremos nós isto?
Entre as notícias de um défice a aumentar e de uma oposição preocupada com alterações constitucionais (??????) ocorre-me que a classe política deveria ir TODA fazer uma acção de team building para um bairro de Chelas e, depois, para uma aldeola perdida nas entranhas de Portugal. A falta de sentido da realidade é absolutamente confrangedora.
Apetece também dizer: devolvam Portugal aos portugueses, saiam o mais que puderem da vida deles, tirem umas férias e deixem-nos em paz!
Apetece também dizer: devolvam Portugal aos portugueses, saiam o mais que puderem da vida deles, tirem umas férias e deixem-nos em paz!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
"Será que ninguém tem que fazer chichi?"
Foi o comentário mais pertinente que encontrei do histórico (e ainda não terminado) jogo de ténis de Wimbledon entre John Isner (EUA) e Nicolas Mahut (FR), que já vai em 10 horas, 163 jogos, 876 pontos e 196 ases.Bom é poder viver momentos como estes. Só possíveis em Wimbledon, claro, que joga com regras diferentes do resto do mundo, por tradição. É caso para dizer, "viva a tradição!"
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Domenech ou resumo de uma estirpe francesa
No último dia encontrei-me a desfrutar da boa sensação de ver a selecção francesa despedaçar-se sob a batuta daquele extraordinário seleccionador, Raymond Domenech. Percebi que ele simboliza para mim o arquétipo da antipatia francesa, da sobranceria, do chauvinismo, da má-criação. Num blog espanhol encontrei-lhe uma boa definição. Vale a pena ser lido. "Domenech: o imbecil culto e realizado". Alecrim aos molhos
Num folheto do Pingo Doce desta semana anuncia-se uma pechincha fantástica: 20 g de alecrim pela módica quantia de 1,49 €.Isso significa que o quilo do alecrim custa nada menos do que 74,5 €. Achei-me naturalmente afortunada por ter uns tufos pujantes de alecrim não só no meu pequeno jardim doméstico, como em todos os jardins públicos circundantes.
Mais extraordinária do que a lata de quem pede é a estupidez de quem paga.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Banco de Portugal a brincar às escolinhas
Abrir uma conta bancária a uma criança de 8 anos é uma epopeia: para além do cartão do cidadão, identificação fiscal, etc., também é preciso - imagine-se! - fazer prova da "ocupação profissional". Não basta que o ensino seja obrigatório até ao 9º ano, cabe à pobre criança de 8 anos provar que estuda mesmo e levar a tal da "caderneta do aluno". Coisa linda. "É da lei", foi o que nos disseram. Não têm mais nada com que se entreter????sexta-feira, 18 de junho de 2010
Resolução no Parlamento
Hoje fui brindado pela TSF com a discussão sobre a problemática das "pontes/feriados". Tive a oportunidade de ouvir a primeira parte:
- Segundo uma das deputadas que promove a resolução no parlamento, a ideia surgiu de uma reunião de um grupo de trabalho com um industrial textil. Parece que o empresário tem problemas de competitividade na sua actividade e uma das soluções seria ter menos pontes/feriados. Os princípais competidores estão em países com pouca ou nenhuma segurança social/leis laborais.
Posta a questão:
- A referida deputada resolveu então estudar a problemática e verificar o que fazem os países anglo-saxónicos !!!! (palavras dela).
- Vai fazer dois anos que está a trabalhar neste assunto !!!(palavras dela). Chegou a algumas conclusões - concerteza brilhantes.
- Também "pensou" que seria bom existir um feriado (dia da família) no dia 26 de Dezembro (pois uma grande maioria dos portugueses já não trabalha nesse dia - palavras dela).
Nesta altura, pensei em mudar para a RFM. Graças a Deus cheguei ao meu destino e desliguei o rádio.
Tenho a certeza que vamos conseguir resolver os nossos problemas de competividade com a solução que sair destas "mentes brilhantes".
E assim vamos andando entretidos com o Mundial, com os feriados/pontes e nada se faz, nada se produz...
Enquanto os deputados não tiverem vidas "reais" e conhecerem o verdadeiro Portugal, não valem 1 euro do ordenado que recebem. Ainda não perceberam isto.
- Segundo uma das deputadas que promove a resolução no parlamento, a ideia surgiu de uma reunião de um grupo de trabalho com um industrial textil. Parece que o empresário tem problemas de competitividade na sua actividade e uma das soluções seria ter menos pontes/feriados. Os princípais competidores estão em países com pouca ou nenhuma segurança social/leis laborais.
Posta a questão:
- A referida deputada resolveu então estudar a problemática e verificar o que fazem os países anglo-saxónicos !!!! (palavras dela).
- Vai fazer dois anos que está a trabalhar neste assunto !!!(palavras dela). Chegou a algumas conclusões - concerteza brilhantes.
- Também "pensou" que seria bom existir um feriado (dia da família) no dia 26 de Dezembro (pois uma grande maioria dos portugueses já não trabalha nesse dia - palavras dela).
Nesta altura, pensei em mudar para a RFM. Graças a Deus cheguei ao meu destino e desliguei o rádio.
Tenho a certeza que vamos conseguir resolver os nossos problemas de competividade com a solução que sair destas "mentes brilhantes".
E assim vamos andando entretidos com o Mundial, com os feriados/pontes e nada se faz, nada se produz...
Enquanto os deputados não tiverem vidas "reais" e conhecerem o verdadeiro Portugal, não valem 1 euro do ordenado que recebem. Ainda não perceberam isto.
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